Deputado Estadual é considerado uma das grandes forças de oposição na política cearense

O mundo político é pródigo em produzir verdadeiras celebridades nas quatro partes do mundo. Não diferente do resto do mundo, a política tupiniquim também tem produzido suas celebridades. Assim foi com vários nomes da cena política local. E, mais recentemente o nome que despontou com muito vigor foi o jovem policiam militar Wagner Souza Gomes, popularmente chamado Capitão Wagner.

Nascido em Santo Amaro-SP, Wagner veio ainda menino para o Ceará, onde posteriormente  ingressou nas fileiras da Polícia Militar.Bacharel em Segurança Pública, diploma conferido a todos que passam três anos estudando para ser oficial da Polícia Militar, o oficial dava aula em cursinhos preparatórios para concursos.

Com a força da tropa

Capitão Wagner, apesar de ser votado por toda classe social do Ceará, foi ungido à vida pública com a foça da caserna. Sua principal referência sempre foi a tropa da Polícia Militar, tornando-se seu mais legítimo representante na política cearense.

Em 2010, concorreu pela primeira vez a um cargo eletivo e surpreendeu, obtendo 28.818 votos superando políticos experientes.

Em 2012, disputou uma cadeira na Câmara Municipal de Fortaleza, momento em que se tornou o vereador mais votado da história do parlamento cearense.

O fenômeno de votos decidiu se candidatar à vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Ceará. Novamente foi o mais votado, acolhido por 194.239 cearenses, obteve votos em todos os 184 municípios do estado.

Tropa divida

Em recente entrevista ao programa “Ceará News”, da Rede Plus de Rádio FM, o deputado estadual Capitão Wagner (PR) revelou que tem a pretensão, sim, de se candidatar ao cargo de governador do estado, mas admitiu que a tropa da Polícia Militar está dividida. Parte do contingente é simpático à sua candidatura, mas outra prefere a reeleição de Camilo Santana (PT).  Segundo ainda o parlamentar, essa divisão surgiu entre o fim de 2015 e o começo de 2016, quando Camilo acenou para a tropa com a “Lei das Promoções”.

Mas em seguida, Wagner disparou: “É natural que o governador (Camilo) ganhe espaço. Quando você está num cenário péssimo, horrível, e, de repente, chega alguém que lhe dá um pirulito, você já se sente melhor. Alguém que lhe dê um afago, você já se sente bem, e foi isso que o governador fez, deu um afago, um carinho, um cheiro no cangote do policial e ele ficou satisfeito. Então, por conta disso, há uma divisão na categoria”, se referindo às promoções, com nenhum ganho salarial significativo.

Disputa na Segurança Pública

As afirmações de Wagner surgem no momento em que Camilo Santana tenta reverter os desastrosos índices da criminalidade no estado, para alavancar sua candidatura à reeleição ao Palácio da Abolição. No entanto, a presença das facções criminosas aqui representa uma pedra no caminho dos gestores da Segurança Pública.

O ano de 2018 começou muito mal para o setor. Em apenas quatro dias, 74 pessoas foram mortas, representando uma média de 18,5 homicídios por dia, acima da média de 14 do ano de 2017.  Camilo decidiu investir pesado na Segurança, com recursos milionários para a contratação de PMs e a compra de equipamentos, mas os resultados foram decepcionantes. Neste cenário de contradições – com a tropa satisfeita e, ao mesmo tempo, a sociedade mergulhada na violência – a disputa Camilo x Wagner poderá ser bem interessante.

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