“Por mais que exista o apoio, não temos como controlar tudo porque a festa é da gente, é da galera”, reflete um dos organizadores do Bloco Glitter, Zé Filho. Após o evento deste sábado (6) ter tomado proporções inesperadas, arrastando multidões pelo entorno do Mercado dos Pinhões, a organização confirma a intenção de encerrar o bloco, que aconteceria pelos próximos três sábados.

Para Zé, após poucos se responsabilizarem desde outubro de 2017 por realizar um evento inclusivo, “para todo mundo”, os incidentes e dificuldades enfrentadas na primeira edição fizeram com que os próprios não desejassem que tais ocorrências se repetissem.

De acordo com Zé Filho, “tem dois momentos que não devemos tomar decisão: um é quando a gente está feliz demais, e outro quando a gente tá triste demais; agora, estamos tristes demais”. O organizador informou que a equipe promotora deve falar em breve com a Secultfor sobre o cancelamento, que envolve diversos processos.

Segundo Zé, o bloco aconteceu sem apoio estrutural, de limpeza, nem de segurança por parte da Prefeitura, o que facilitou a ocorrência de problemas como assédios, furtos e sujeira no local.

Até três ruas depois do mercado foram ocupadas por foliões e, posteriormente, pelo lixo deixado por eles. A responsabilidade dos organizadores era sobre o Mercado dos Pinhões, e, de acordo com a organização, ele foi limpo: “Aí já é parte da educação das pessoas, da cultura delas. Cada uma deveria cuidar do seu lixo”.

Ainda sobre a ocorrência de assédios e furtos, Zé reflete que o Glitter é um “standart da sociedade”, e, infelizmente, casos injustificáveis ocorrem diariamente: “Não gostaríamos que se repetisse, mas também não queremos um evento excludente, porque a exclusão é uma das piores violências”, afirma Zé, avaliando que o encerramento do bloco é também uma forma de resistência contra esses atos.

Com informações Diário do Nordeste

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