Depois de 11 dias internado, Mateus Rodrigues falou sobre revolta após disparo, mas agora quer retomar a vida e o trabalho. Guarda disse que atirou por achar que se tratava de um ladrão.
Logo após receber alta do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), o técnico em refrigeração Mateus Batista Rodrigues, de 22 anos, baleado enquanto instalava um ar-condicionado, falou sobre a atitude do guarda civil que efetuou o disparo. Com vontade de retomar a vida e o trabalho, o jovem, que ficou 11 dias internado, disse que se revoltou após ser ferido, mas que hoje sente “pena” dele.
“O começo foi meio que uma revolta. Sempre me perguntei porque que ele fez aquilo. Não tinha motivo nenhum dele fazer aquilo. Aí depois eu fui compreendendo que a Justiça vai tomar conta. Agora eu tenho é pena desse cara”, afirmou.
Mateus deixou o hospital na manhã de domingo (17). Quando estava internado, chegou a passar por uma cirurgia para retirar a bala alojada no abdômen.
O rapaz foi alvejado no dia 6 de fevereiro. Guarda civil de Senador Canedo, Rodrigo Fernandes se apresentou à Polícia Civil no dia seguinte ao crime e confessou ter atirado contra o rapaz, que estava no telhado da casa de uma moradora. Ele teve o porte de armas suspenso, a arma apreendida e foi afastado das atividades nas ruas.
Ele revelou que antes de ser baleado, afirmou para o guarda que estava trabalhando. Sobre o período logo após o disparo, o jovem contou que, segundo te disseram, ele saiu “morto” do Cais do Jardim Novo Mundo antes de ser transferido para o Hugo. Ele disse que o caso trouxe uma lição sobre a posse de armas.
“Foi muita aprendizagem. Primeiro que não é qualquer pessoa que pode ter uma arma hoje em dia. Ele era para ser capacitado. Porque se ele pode ter um porte ele tem que ter no mínimo capacitação para usar essa arma. Não é qualquer pessoa”, opina.
Depois, sorridente ao lado da mulher e da mãe, Mateus disse que já não aguentava mais ficar tanto tempo deitado no hospital. Afirmou que que quer retomar a vida e até brincou com o que ocorreu.
“Estou bem melhor. Super aliviado. Só que agora para trabalhar é só de colete [a prova de balas], né. Para não ter problema”, afirmou.
Fonte: G1















