Intervenções irregulares nas calçadas trazem desconforto a pedestres
Andar pela avenida Dom Almeida Lustosa se torna um desafio para quem precisa. O corredor mais importante para o comércio da Grande Jurema concentra a maior quantidade de lojas e serviços para a população, além de ser principal meio de acesso para outros bairros. No entanto, as calçadas que eram para ser o meio de acesso mais seguro ao pedestre se tornam as grandes vilãs.
A falta de padronização é o ponto que mais pode ser observado durante uma caminhada na avenida. Degraus, declive, desvio, piso solto, tornam o andar do pedestre uma aventura. As subidas e descidas na avenida fazem degraus irregulares nas calçadas, alguns tão altos que parecem escadas. Escadas que maltratam quem precisa seguir caminho. Maria Eliene é aposentada e comenta que precisa tomar cuidado redobrado nessas situações. “Esse sobe e desce dessas calçadas não é bom, ainda mais pra quem é idoso né. Que custa fazer uma calçada reta pra todo mundo andar direitinho?”, questiona ela.
A situação é ainda mais delicada para quem tem crianças de colo. Uma moradora do Parque Potira que preferiu não se identificar, comenta que a ocupação irregular das calçadas por produtos e ambulantes é um outro fator que a incomoda e dificulta a acessibilidade. “O ideal seria utilizar o carrinho de bebê, mas já não bastam as calçadas serem cheias de ‘sobe e desce’, ainda ficam todas ocupadas. Desse jeito fica impossível”, ressalta ela.

Em certos pontos, as calçadas desaparecem e viram entradas de estacionamentos e até são obstruídas por postes, propagandas e pontos de desembarque de materiais, obrigando o pedestre a deixar sua zona segura para arriscar-se na pista junto com os carros. Já em outros, o piso solto deixa buracos que facilitam tropeços e quedas. A sensação é de total desconforto e medo de acidentes.
No momento que uma senhora passa, um caminhão de carga está estacionado ao meio-fio. Um funcionário da transportadora que carrega fardos de garrafas de água mineral nos ombros, atravessa a calçada para entrar na loja sem olhar se alguém está passando. Em outro momento, o lojista coloca mesas de plástico de exposição para fora da loja, ocupando o pouco espaço que ainda resta para o pedestre trafegar. O lugar destinado ao pedestre acabou perdendo sua maior característica: a segurança.
Por Thomas Pacheco

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E o poder público, inerte, faz ouvido-de-mercador nesta e noutras causas que beneficiem a população, podendo, para tanto, aplicar o Código de Postura do Município que obriga os proprietários de imóveis nessas áreas a disponibilizarem espaços à população usuária para uma adequada mobilidade urbana.