No Estado, 11,7% da população com 15 anos ou mais não sabe ler, ou escrever um bilhete simples, critério adotado pela pesquisa para definir o analfabetismo
O Ceará tem a quarta maior taxa de analfabetismo do Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2024, divulgada nesta sexta-feira (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Estado, 11,7% da população com 15 anos ou mais não sabe ler, ou escrever um bilhete simples, critério adotado pela pesquisa para definir o analfabetismo.
O levantamento identificou cerca de 867 mil cearenses analfabetos, sendo a maioria homens (479 mil), o que representa 55% do total e está 5% acima da média nacional. Apesar da posição elevada no ranking, a taxa caiu 2,6 pontos percentuais em relação a 2016, ano inicial da série histórica da pesquisa.

A redução foi observada em todas as faixas etárias, com destaque para o grupo de idosos com mais de 60 anos, que teve queda de 6,7%, mas ainda concentra o maior percentual de analfabetos: 31%.
No comparativo nacional, os nove estados do Nordeste ocupam as primeiras posições no ranking de maiores taxas de analfabetismo, mesmo com avanços nos últimos anos. A tendência é de menor analfabetismo entre os mais jovens e aumento progressivo conforme a idade.
A pesquisa também revelou que o tempo médio de estudo no Ceará permanece em 9,2 anos desde 2016. Entre as desigualdades observadas, a diferença entre brancos e negros chama atenção: pessoas brancas estudam, em média, 1,3 ano a mais (10,2 contra 8,9 anos).
Outro dado preocupante é o número de adultos sem o ensino fundamental completo. Mais de 1,76 milhão de cearenses acima de 25 anos não concluíram essa etapa, enquanto 1,74 milhão finalizaram o ensino médio. Já entre os que ingressaram no ensino superior, 844 mil obtiveram diploma e 210 mil abandonaram o curso.
A taxa de escolarização geral do Estado é de 27,1%, alinhada com a média nacional. Crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos representam 95% dos matriculados. O Ceará tem a menor taxa de frequência ao ensino fundamental entre jovens de 6 a 14 anos no Nordeste (93,3%), mas lidera entre adolescentes de 15 a 17 anos matriculados no ensino médio (81,1%), bem à frente de Pernambuco, o segundo colocado (71,8%).
Em relação à meta do Plano Nacional de Educação (PNE), o Nordeste se aproxima dos índices desejados: em 2024, 99,5% das crianças em idade escolar estavam matriculadas. No entanto, persiste um déficit significativo na pré-escola. Mais de dois milhões de crianças entre dois e três anos estão fora das instituições de ensino, das quais 805 mil (42%) não têm acesso por falta de vagas ou ausência de creches próximas. A taxa é a segunda maior do Brasil, atrás apenas da região Norte.
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