Mesmo com o território extremamente limitado, o local abriga uma comunidade numerosa, que convive diariamente com ruas estreitas e construções coladas umas às outras.

Santa Cruz del Islote fica no arquipélago de San Bernardo, na Colômbia, e chama atenção por ocupar uma área equivalente a dois campos de futebol.

Mesmo com o território extremamente limitado, o local abriga uma comunidade numerosa, que convive diariamente com ruas estreitas e construções coladas umas às outras.

A ilha é citada como a mais densamente povoada do mundo, justamente pela relação entre tamanho e quantidade de moradores.

Como a ocupação começou no século XIX

Apesar da fama atual, Santa Cruz del Islote permaneceu desabitada até o século XIX.

A ocupação começou quando pescadores afrocolombianos passaram a circular pela região de San Bernardo em busca de peixe. A localização do islote, formado por uma combinação de leito marinho elevado e coral, ajudou esses trabalhadores a permanecerem mais tempo no mar.

Com o passar dos anos, famílias foram se fixando e a comunidade cresceu de forma constante ao longo de cerca de dois séculos.

Área oficial e disputa sobre o número de moradores

De forma oficial, Santa Cruz del Islote tem apenas 0,012 km² e uma população em torno de 1.200 pessoas.

Parte dos moradores rejeita esse número e afirma que a comunidade teria aproximadamente 900 habitantes. Ainda assim, mesmo com a estimativa menor, a realidade continua sendo de superlotação em um espaço muito reduzido.

Essa diferença de versões aparece justamente porque o rótulo de “ilha mais densamente povoada do mundo” nem sempre é bem recebido por quem vive ali.

Casas, verticalização e preocupações com segurança

A ilha reúne cerca de 115 casas, praticamente o máximo possível para um terreno tão pequeno.

Com a falta de espaço, algumas moradias começaram a crescer para cima, com construções mais altas. Isso ampliou a preocupação com a segurança das estruturas e com a capacidade do local de sustentar novas ampliações.

A limitação territorial e as condições dessas obras estão entre os principais pontos que geram dúvidas sobre o futuro de Santa Cruz del Islote.

Turismo, cobranças e incômodo com exposição

À medida que a reputação do islote se espalhou, visitantes passaram a chegar para conhecer o lugar.

No entanto, muitos moradores se incomodaram com a maneira como eram filmados e fotografados, comparando a situação a uma exposição constante. Diante disso, a comunidade passou a cobrar para receber turistas.

A cobrança virou uma forma de ao menos obter algum retorno financeiro com a presença de visitantes atraídos pela curiosidade.

Vida cotidiana: desafios e motivos para permanecer

Viver em Santa Cruz del Islote envolve dificuldades que vão além do pouco espaço.

A água potável, por exemplo, precisa ser transportada do continente semanalmente. A pobreza também é apontada como um problema presente na comunidade.

Ainda assim, moradores afirmam que não há criminalidade e destacam um detalhe curioso: o risco de atropelamento é inexistente, porque não existem carros na ilha.

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