Ano de 2025 foi marcado por despedidas de grandes nomes da TV, da música, do cinema e do esporte, deixando lacunas importantes na cultura brasileira
A cantora Preta Gil morreu aos 50 anos, em 20 de julho de 2025, após quase dois anos de tratamento contra um câncer no intestino. Filha de Gilberto Gil, sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa, Preta se consolidou como um dos nomes marcantes da música brasileira contemporânea.
Antes da carreira artística, trabalhou como produtora e publicitária. Aos 29 anos, decidiu se dedicar à música e lançou seu álbum de estreia, Prêt-à Porter, que revelou o hit “Sinais de Fogo”, composto por Ana Carolina especialmente para a cantora. O disco também chamou atenção pela capa, que recebeu críticas por trazer Preta posando nua.
Com trajetória múltipla e marcada pelo ativismo, representatividade e presença forte na cultura pop brasileira, Preta Gil deixa um legado significativo na música e na defesa da diversidade.
Léo Batista

O jornalista e apresentador Léo Batista, voz histórica do esporte na TV Globo, morreu aos 92 anos, em 19 de janeiro de 2025, em decorrência de um tumor no pâncreas. Nascido em 22 de julho de 1932, em Cordeirópolis, no interior de São Paulo, João Batista Belinaso Neto construiu uma trajetória de mais de cinco décadas na emissora, tornando-se uma de suas figuras mais emblemáticas.
Botafoguense declarado, Léo Batista marcou gerações ao participar da cobertura de Copas do Mundo, Olimpíadas e diversos eventos esportivos de grande relevância. Além do esporte, foi responsável por anunciar fatos que entraram para a história, como a morte do presidente Getúlio Vargas, em 1954; o assassinato do presidente norte-americano John F. Kennedy, em 1963; e a morte do piloto brasileiro Ayrton Senna, em 1994.
Reconhecido pela voz inconfundível e pela precisão na apresentação, Léo Batista deixa um legado singular no jornalismo brasileiro.
Ângela RO RO

A cantora Angela Ro Ro morreu aos 75 anos, em 8 de setembro de 2025, após sofrer uma parada cardíaca. Nascida Angela Maria Diniz Gonsalves, recebeu o apelido “Ro Ro” ainda na infância, por causa da voz grave que mais tarde se tornaria sua marca registrada. Iniciou os estudos de piano clássico aos 5 anos e, com o tempo, se consolidou como uma das artistas mais originais e expressivas da música brasileira.
Sua carreira começou na década de 1970, após uma viagem à Itália, onde conheceu o cineasta Glauber Rocha. Mais tarde, mudou-se para Londres, onde trabalhou como faxineira em um hospital, garçonete e lavadora de pratos em um restaurante, enquanto se apresentava em pubs. A convite de Glauber Rocha, participou do álbum Transa, de Caetano Veloso, tocando gaita em uma das faixas.
De volta ao Rio de Janeiro, passou a se apresentar em casas noturnas e, posteriormente, foi contratada pela gravadora Polygram/Polydor, atual Universal Music, dando início a uma trajetória marcada por interpretações intensas, canções confessionais e forte personalidade artística.
Angela Ro Ro deixa um legado de obras que atravessam gerações, marcadas pela voz rouca inconfundível, pela emoção crua e pela profundidade de seu universo musical.
Arlindo Cruz

O músico Arlindo Cruz, autor de mais de 500 sambas e um dos nomes mais importantes do gênero no país, morreu em 8 de agosto de 2025. Desde 2017, ele convivia com sequelas de um acidente vascular cerebral (AVC) que havia limitado sua rotina e afastado o artista dos palcos.
Nascido no Rio de Janeiro em 14 de setembro de 1958, Arlindo Domingos da Cruz Filho se tornou um dos sambistas mais conhecidos do Brasil. Admiradores e amigos o apelidaram de “o sambista perfeito”, referência a uma de suas composições em parceria com Nei Lopes, título que acabou inspirando uma biografia lançada em 2025.
Além de compositor e cantor, Arlindo se destacou como instrumentista. Ficou famoso pelo domínio do cavaquinho e do banjo, instrumentos que o acompanharam ao longo de toda a carreira. Ganhou seu primeiro cavaquinho aos 7 anos e, aos 12, já tocava músicas “de ouvido”. Aprendeu violão com o irmão, Acyr Marques, que também teve papel importante em sua formação musical.
Com legado extenso e influente, Arlindo Cruz deixa marcas profundas no samba e na cultura brasileira.
Lô Borges

O cantor e compositor Lô Borges, um dos fundadores do icônico grupo Clube da Esquina, morreu aos 73 anos em 2 de novembro de 2025, em decorrência de uma intoxicação medicamentosa.
Sexto filho de uma família de 11 irmãos, Salomão Borges Filho nasceu no bairro Santa Tereza, na Região Leste de Belo Horizonte, e ainda criança se mudou para o Centro da cidade devido a uma obra na casa em que vivia, mudança que marcaria profundamente sua vida e sua trajetória musical.
Aos 10 anos, nas escadas do Edifício Levy, na Avenida Amazonas, conheceu o vizinho Milton Nascimento, encontro que viria a ser determinante para a formação do Clube da Esquina e para a música brasileira. Lô Borges deixa um legado de canções que influenciaram gerações e consolidaram o som de Minas Gerais como referência na cultura nacional.
Mauri Lima

O cantor Mauri Lima, irmão da dupla Chitãozinho & Xororó, morreu em um acidente de trânsito na Rodovia Régis Bittencourt, na cidade de Miracatu (SP), no último domingo (7). Mauri formava dupla com outro irmão, Maurício, há 35 anos.
Parte de uma família de artistas, Mauri iniciou a carreira trabalhando na produção dos shows de Chitãozinho & Xororó. Mais tarde, um diretor musical convidou seu irmão, Maurício, para iniciar uma carreira, e os dois se uniram para formar uma nova dupla sertaneja.
O primeiro disco da dupla Maurício & Mauri foi “De Ponta a Ponta”, que teve como destaque as músicas “Olhos nos Olhos” e “Paixão ou Loucura”, essa relançada há dois dias com os irmãos Chitãozinho & Xororó.
Casado com a apresentadora Andrea Fabyanna, Mauri costumava publicar fotos e vídeos com a esposa, momentos do dia a dia e divulgar seus trabalhos nas redes sociais, onde contava com mais de 35 mil seguidores em seu perfil do Instagram.
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