Lideranças do PT no Ceará, aproveitaram evento de posse dos presidentes municipais da legenda para fazer críticas a seus adversários políticos. Ninguém escapou das considerações feitas pelas lideranças: do ministro Sérgio Moro ao presidente da República, Jair Bolsonaro, passando por Capitão Wagner, o prefeito Roberto Cláudio e Cid Gomes.

Nenhuma crítica foi feita pelos dirigentes ao governador Camilo Santana. Não de forma direta. O recado, porém, era dado a todo momento por militantes que se posicionavam contra a Reforma da Previdência encaminhada pelo chefe do Poder Executivo para a Assembleia Legislativa.

“Chamamos o governador para nossa unidade interna. O que a gente não pode fazer é mudar de lado”, insinuou José Nobre Guimarães. Segundo ele, o PT voltará a governar com os movimentos sociais e sindicais.

Já Guilherme Sampaio não poupou nos ataques. Iniciou chamando o potencial candidato a prefeito em 2020, Capitão Wagner (PROS) de “cabo eleitoral do Bolsonaro”. Segundo ele, o prefeito Roberto Cláudio, a quem mencionou como “esse prefeito”, em sua avaliação, “só faz obras na Aldeota”.

De acordo com Sampaio, o senador licenciado Cid Gomes teria dito que o PT tem tendência a ser hegemonista. “Se ser hegemonista é estar no coração do povo, essa é nossa vocação”, disse.

‘Roubou’

Luizianne Lins, por sua vez, chamou as propostas do presidente Jair Bolsonaro de “projeto anti-povo”. Ela também afirmou que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, é “fascista“. “Ele quer destruir tudo o que há de humanidade que foi construído pelo PT”.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse que nas eleições presidenciais de 2018, Jair Bolsonaro só venceu porque “roubou” o processo eleitoral. “Eles se assustaram porque o PT fez a maior bancada de deputados federais e de governadores do Brasil. Se ele (Bolsonaro) fosse para um debate, ele não ganharia nem com as fake news”, ironizou.

Matéria publicada no blog do Edson Silva

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