A mulher vendeu a própria filha a um curandeiro, que estaria interessado nos olhos e na pele clara da menina.
Um tribunal da África do Sul condenou Racquel Smith à prisão perpétua por sequestrar e vender sua filha de seis anos, Joshlin Smith. A menina desapareceu em fevereiro de 2024, na cidade costeira de Saldanha Bay, e até hoje não foi localizada. A mãe e outros dois envolvidos — seu namorado e um amigo — também receberam 10 anos adicionais por sequestro, conforme decisão do juiz Nathan Erasmus.
Venda da criança por R$ 6 mil chocou o país
Segundo os autos do processo, Racquel Smith teria vendido a filha por cerca de US$ 1.100 (R$ 6.250) a um curandeiro, que estaria interessado nos olhos e na pele clara da criança. Inicialmente, a mãe foi tratada como vítima, e uma ampla operação de busca foi organizada em todo o país. Entretanto, a investigação revelou sua participação direta no desaparecimento da filha.
Tráfico de crianças ainda é realidade global
De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), cerca de 28% das vítimas de tráfico humano no mundo são crianças, sendo a maioria meninas. Na África do Sul, o Departamento de Estatísticas (Stats SA) aponta que os casos de tráfico infantil aumentaram 12% entre 2022 e 2024. O país é considerado rota de tráfico por sua posição geográfica estratégica e fragilidade nos sistemas de proteção infantil.
No Brasil, dados do Ministério Público Federal (MPF) indicam que, entre 2017 e 2023, foram registradas mais de 2.000 denúncias de tráfico de pessoas, sendo 40% envolvendo menores de idade. O Disque 100, canal do Ministério dos Direitos Humanos, é uma das principais ferramentas de denúncia.
Comunidade mobilizada e buscas continuam
Mesmo após a condenação, a menina Joshlin Smith segue desaparecida. As autoridades sul-africanas ampliaram as buscas para além das fronteiras do país, com apoio de organizações internacionais. A comunidade local, que inicialmente apoiou Racquel, expressou indignação com a reviravolta no caso.
Além disso, ONGs como a Missing Children South Africa reforçaram campanhas de conscientização sobre o tráfico de menores, alertando para sinais de aliciamento e incentivando denúncias anônimas.
Condenação reforça debate sobre proteção infantil
O caso reacendeu o debate sobre a eficácia das políticas públicas de proteção à infância. Especialistas em direitos humanos defendem o fortalecimento de redes de apoio familiar, educação comunitária e maior investimento em tecnologia para rastreamento de desaparecidos.
No Brasil, o Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (SINALID), coordenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), é uma das iniciativas voltadas à busca de crianças desaparecidas. Entretanto, segundo relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ainda há falhas na integração entre estados e órgãos federais.
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