A gonorreia está se tornando cada vez mais resistente a antibióticos | Foto: Reprodução

Relatório revelou que entre 2022 e 2024 a resistência aos principais antibióticos usados para tratar a IST aumentou drasticamente

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre o avanço da resistência da gonorreia  infecção sexualmente transmissível (IST) aos antibióticos atualmente usados no tratamento. O aviso tem como base os dados do Programa Ampliado de Vigilância Antimicrobiana da Gonorreia (EGASP, na sigla em inglês).

Segundo o relatório, entre 2022 e 2024 houve um crescimento significativo na resistência à ceftriaxona e à cefixima, principais medicamentos indicados para a doença. A taxa de resistência passou de 0,8% para 5% no caso da ceftriaxona e de 1,7% para 11% no caso da cefixima, com cepas resistentes identificadas em um número maior de países.

A resistência à azitromicina, por sua vez, manteve-se estável em 4%. Camboja e Vietnã são os países que apresentam as maiores taxas registradas.

A divulgação dos dados ocorre durante a Semana Mundial de Conscientização sobre a Resistência Antimicrobiana, iniciativa da OMS que busca alertar sobre o avanço de infecções resistentes a medicamentos.

DADOS DA EGASP

Criado em 2015, o EGASP reúne informações laboratoriais e clínicas de países distribuídos em cinco regiões do mundo, com o objetivo de monitorar a resistência antimicrobiana e orientar as diretrizes de tratamento.

Em 2024, o programa recebeu contribuições de 12 países — Brasil, Camboja, Índia, Indonésia, Malawi, Filipinas, Catar, África do Sul, Suécia, Tailândia, Uganda e Vietnã — que notificaram um total de 3.615 casos de gonorreia.

Apesar dos avanços, a OMS destaca que o EGASP enfrenta limitações, como falta de recursos financeiros e relatórios incompletos. A organização também aponta a carência de dados referentes a mulheres e infecções em locais extragenitais.

O relatório reforça a necessidade de investimento urgente nos sistemas nacionais de vigilância, a fim de ampliar o monitoramento da resistência da gonorreia aos antibióticos, aprimorar o diagnóstico e garantir acesso equitativo a novos tratamentos para ISTs.

Este esforço global é essencial para rastrear, prevenir e responder à gonorreia resistente a medicamentos e para proteger a saúde pública em todo o mundo”, disse Tereza Kasaeva, diretora do departamento de HIV, Tuberculose, Hepatite e ISTs da OMS, em comunicado.

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