Desde quinta-feira (1º) que os preços foram alterados; veja como ficam os novos valores dos dois produtos
O reajuste sofrido pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que passou a valer nesta quinta-feira (1º), trouxe a tira-colo o aumento em dois ítens básicos para o consumidor; o Óleo díesel e da gasolina, que aumentarão aumentarão de preço.
O acréscimo foi de R$ 0,10 para a gasolina e de R$ 0,05 para o diesel, conforme decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) tomada no ano passado.
Veja como ficarão os preços com os aumentos:
- Para a gasolina, haverá uma elevação de R$ 0,10 por litro, para R$ 1,57;
- Para o diesel, o aumento será de R$ 0,05 por litro, para R$ 1,17.
Como ficarão os preços no Ceará?
Atualmente, o preço médio da gasolina comum no Ceará é de R$ 6,16 e, com o reajuste de R$ 0,10 por litro, deve passar para R$ 6,26. O menor valor registrado é de R$ 5,59, enquanto o maior chega a R$ 7,75.
Já o preço médio do diesel no Estado é de R$ 6,17 e deve subir para R$ 6,27. O valor mínimo encontrado é de R$ 5,82, e o máximo, de R$ 6,55.
Os valores são com base no último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente às semanas de 21 a 27 de dezembro de 2025.
Quando será o repasse no Ceará?
Questionado sobre o repasse do reajuste no estado, o assessor de economia do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Ceará (Sindipostos-CE), Antônio José Costa, afirmou que a decisão dependerá do estoque de cada empresário.
“O repasse depende de cada posto de combustível. Há postos que conseguem absorver os custos, mas chega um momento em que não tem jeito e é preciso repassar o reajuste”, explicou.
São considerados os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no período de fevereiro a agosto de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Perda de arrecadação dos estados
Antes, os reajustes do ICMS sobre combustíveis eram definidos individualmente pelos estados. Em 2023, foi adotado um modelo de alíquota fixa válida para todo o País, com o objetivo de reduzir impactos nos cofres públicos.
A mudança ocorreu após uma medida tomada em 2022 para reduzir artificialmente os preços dos combustíveis, provocando queda na arrecadação do imposto.
Segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), a decisão causou“severas perdas de recursos públicos para estados e municípios, que recebem 25% do ICMS”.
No primeiro ano do novo modelo, em 2023, a perda fiscal superou R$ 100 bilhões de forma permanente e estrutural, comprometendo o financiamento de políticas públicas essenciais, como saúde, segurança pública e educação.
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