Quarta Seção do tribunal manteve Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz habilitado a participar do julgamento do ex-presidente no caso do sítio de Atibaia
Para os advogados do petista, Thompson Flores devia ser declarado suspeito em razão de sua atuação, enquanto era presidente do TRF4, para impedir a soltura de Lula, em julho do ano passado. Naquela ocasião, Lula conseguiu um habeas corpus durante o plantão judicial, em um domingo, mas permaneceu preso após um vaivém de decisões.
Em uma entrevista, o ex-diretor da PF Rogério Galoro contou que, após a decisão do desembargador plantonista Rogério Favreto, mandando soltar o ex-presidente, prevaleceu um telefonema de Flores, que deu ordem para mantê-lo na superintendência do órgão, em Curitiba. A defesa de Lula argumenta haver contradição nesta informação com a explicação prestada pelo desembargador, que negou ter dado qualquer ordem por telefone.
Após a eleição do desembargador federal Victor Laus, membro da Oitava Turma do TRF4, para a presidência do tribunal, Carlos Eduardo Thompson Flores o substituiu no colegiado responsável por julgar as apelações de processos da Lava Jato em segunda instância.
O caso do sítio de Atibaia, do qual Thompson Flores fará parte, chegou ao TRF4 em meados de maio e ainda não tem data para ser julgado em segunda instância. Como a pena de Lula foi reduzida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no caso do tríplex para 8 anos e dez meses de prisão, ele poderia deixar a cadeia em setembro, quando completaria um sexto da sentença. Se o TRF4 condená-lo pelo sítio antes disso, contudo, o ex-presidente perderia o direito à progressão de regime.















