“Em 99% dos casos a família não sabe de nada”, garante o delegado Valdemar Latance Neto

delegado Valdemar Latance Neto coordenou a operação Moikano, iniciada em abril de 2014, que investigava uma rede internacional de pedofilia. Na época, a análise de 176 contas de e-email usadas por suspeitos culminaram em 50 mandados de busca domiciliar e 31 de prisão preventiva, que acabaram em 13 prisões em flagrante.

Latance divulgou ao jornal ‘Extra’ trechos das mensagens trocadas pelos abusadores de crianças. Em um dos e-mails analisados pela polícia, um homem revela que tinha conseguido “passar a mão” no corpo de uma menina “loirinha, linda, de nove anos”. A partir daí, o suspeito e a vítima em potencial foram identificados. “Era uma criança em situação muito vulnerável”, afirma Latance.

“A garota não foi abusada, mas não tenho dúvida que esse era o sonho da vida dele. Felizmente, conseguimos atuar antes que acontecesse. Isso foi possível porque a mensagem era recente e houve uma reação rápida: o estupro de uma criança pode ocorrer caso a atuação do estado demore”, completou o delegado.

Outro caso investigado foi uma troca de e-mails entre um palhaço chamado Ricocó, que trabalhava em Salvador animando festas infantis, e um homem identificado por “Léo Santo André”. Este suspeito mandou um e-mail com imagens de um garoto de aparentemente oito anos sendo abusado e deu dicas de como cometer o crime: “Fique amigo dos pais”.

Ainda de acordo com a reportagem, o delegado diz que é preciso considerar o peso dessa acusação durante a busca e apreensão. “Um inocente pode ter a honra manchada, em seu círculo social, com uma injusta e permanente atribuição do rótulo de pedófilo”, afirma. “Estamos revelando o maior segredo da vida dele. Sua reação representa um risco, inclusive de suicídio. Em 99% dos casos a família não sabe de nada, até porque não há um perfil específico. Pode ser qualquer tipo de pessoa”, completa.

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