Alta do dólar reflete a combinação de um cenário internacional de valorização da moeda americana e incertezas fiscais no Brasil

Dólar sobe para maior valor na história a R$ 6,16; Ibovespa opera em alta com ata do Copom

Apesar da intervenção do Banco Central, que realizou na manhã da última segunda-feira, 16, um leilão extaordinário de dólar à vista, a moeda americana chegou hoje, 17, a R$ 6,16, uma alta de quase 1% em relação ao fechamento de ontem. A moeda americana, vem renovando recordes, mesmo com pesada intervenção do Banco Central (BC) para conter o avanço da divisa.

A alta do dólar reflete a combinação de um cenário internacional de valorização da moeda americana e incertezas fiscais no Brasil. Nas últimas semanas, o BC intensificou as intervenções no câmbio, realizando quatro operações extraordinárias em menos de uma semana. Na sexta-feira (13), a autarquia já havia vendido US$ 845 milhões em um leilão à vista.

O leilão desta segunda-feira marcou a maior injeção de dólares em uma única operação desde março de 2020, quando foram vendidos US$ 2 bilhões. As intervenções buscam reduzir a volatilidade e corrigir disfuncionalidades no mercado, seguindo a lógica de oferta e demanda. No leilão de linha, a recompra está prevista para março de 2025. Essa modalidade permite ao BC oferecer liquidez ao mercado no curto prazo sem reduzir permanentemente as reservas internacionais do país.

O movimento ocorre em um contexto de elevação da taxa básica de juros (Selic), definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central). Na última semana, a Selic foi ajustada para 12,25% ao ano, com previsão de novos aumentos em 2025, que podem levar a taxa ao mesmo patamar registrado durante a crise fiscal de 2015-2016. Apesar das intervenções e do ajuste monetário, o dólar mantém uma trajetória de alta, impulsionado pelas incertezas sobre a aprovação do pacote de ajuste fiscal no Congresso.

Declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra os juros altos também contribuíram para aumentar as taxas futuras e intensificar a volatilidade cambial. O Banco Central, sob a liderança de Gabriel Galípolo a partir de 2025, reforçou que atua no câmbio apenas em situações de disfuncionalidade, evitando intervenções regulares para sustentar artificialmente a cotação do dólar.

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