Segundo maior açude do Ceará, o Orós é um dos que ainda sangram neste mês de junho

O resultado da boa quadra chuvosa no Ceará em 2026, ainda reflete nos principais reservatórios do Estado. Segundo dados da  Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), 19 açudes permanecem sangrando no Ceará no início desta semana, dentre eles, o segundo maior, o Orós na bacia do Rio Jaguaribe.

De acordo com o Portal Hidrológico da Cogerh, os açudes que seguem sangrando são:

  1. Acaraú-Mirim (Massapê)
  2. Arrebita (Forquilha)
  3. Jenipapo (Meruoca)
  4. Orós (Orós)
  5. Diamantino II (Marco)
  6. Itaúna (Granja)
  7. Tucunduba (Senador Sá)
  8. Várzea da Volta (Moraújo)
  9. Frios (Umirim)
  10. Itapajé (Itapajé)
  11. Mundaú (Uruburetama)
  12. Poço Verde (Itapipoca)
  13. Quandú (Itapipoca)
  14. Acarape do Meio (Redenção)
  15. Accioly (Guaiúba)
  16. Cauhipe (Caucaia)
  17. Germinal (Pacoti)
  18. Malcozinhado (Cascavel)
  19. Tijuquinha (Baturité)

A distribuição dos 19 reservatórios que seguem vertendo mostra uma forte concentração nas regiões Norte e Metropolitana do Ceará. Das cinco bacias hidrográficas representadas na lista, três concentram a maior parte dos açudes em sangria: Metropolitana, Coreaú e Acaraú.

A bacia Metropolitana lidera o número de reservatórios sangrando, com seis açudes: Acarape do Meio, Accioly, Cauhipe, Germinal, Malcozinhado e Tijuquinha. O cenário reflete o bom desempenho das chuvas na faixa litorânea.

Logo em seguida, aparece a bacia do Coreaú, no Norte do Estado, com cinco açudes sangrando: Diamantino II, Itaúna, Tucunduba, Várzea da Volta. Ela também foi influenciada pelos bons volumes registrados na Serra da Ibiapaba e no Litoral Norte.

Somando os 19 açudes vertendo, ao todo, 50 reservatórios já sangraram em algum momento neste ano. No entanto, os outros 31 já retornaram a volumes menores, segundo a Resenha Diária da Cogerh. Atualmente, conforme o órgão, mais 39 açudes estão acima de 90% da capacidade.

Média de pluviosidade do Ceará em 2026

Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), no período entre fevereiro e maio, o Ceará registrou 665,2 milímetros de chuva, volume 9,2% superior à normal climatológica para o período. O índice também superou o observado em 2025.

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