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De acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira (11/05) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) o valor da Cesta básica na capital cearense chegou a R$ 767,67

Pelo segundo mês consecutivo, o custo da cesta básica subiu em todas as capitais brasileiras e também no Distrito Federal no mês de abril. As maiores elevações foram identificadas em Porto Velho, onde a variação média foi de 5,60%, seguida por Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).

Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab),

Em março deste ano, a pesquisa já havia apontado elevação em todas as capitais brasileiras. No acumulado do ano, todas as capitais registraram alta no preço médio da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 1,56%, em São Luís, e 14,80%, em Aracaju.

Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta foi o leite integral, que aumentou em todas as capitais analisadas. A maior alta foi registrada em Teresina, onde a variação média chegou a 15,70%. Segundo a pesquisa, isso ocorreu pela redução da oferta no campo devido à entressafra, o que elevou o preço dos derivados lácteos.

O preço do feijão, por sua vez, teve alta em 26 capitais brasileiras, com exceção de Vitória, onde não variou. Outro produto que pesou no valor da cesta foi o tomate, que apresentou alta em 25 cidades, com quedas no Rio de Janeiro e Belo Horizonte e alta expressiva de 25% em Fortaleza.

Já o pão francês, o café em pó e a carne bovina de primeira tiveram alta em 22 das 27 cidades analisadas.

São Paulo tem a cesta mais cara

Mais uma vez, a cesta básica mais cara do país foi a de São Paulo, onde o custo médio em abril foi R$ 906,14. Em seguida estavam as cestas de Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 619,32), São Luís (R$ 639,24), Maceió (R$ 652,94) e Porto Velho (R$ 658,35).

Com base na cesta mais cara do país, que em abril foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.612,49 ou 4,70 vezes o mínimo de R$ 1.621 vigente.

Fortaleza registra a 2ª maior alta da Cesta básica. Valor chegou a R$ 767,67

Fortaleza registrou a segunda maior alta do país no valor da cesta básica em abril de 2026, de acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira (11/05) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O custo dos alimentos essenciais aumentou 5,46% na capital cearense, percentual inferior apenas ao observado em Porto Velho, onde a variação foi de 5,60%.

Na prática, o conjunto de produtos básicos passou de R$ 727,90 em março para R$ 767,67 em abril. Conforme o Dieese, o avanço foi provocado principalmente pela elevação dos preços do tomate, da carne bovina e do feijão

Entre os alimentos pesquisados, o tomate foi o item com maior reajuste no mês. O produto ficou 25,58% mais caro e atingiu R$ 129 no total considerado na cesta básica. Também subiram os preços da carne bovina (4,27%), do feijão (2,75%), do arroz (2,55%), do leite (1,85%), do pão francês (1,28%), da banana (0,80%) e da manteiga (0,22%).

Em sentido contrário, alguns itens apresentaram redução em relação a março. Foi o caso da farinha, com queda de 2,78%, do óleo (-1,21%), do açúcar (-1,05%) e do café (-0,29%). Para os trabalhadores que recebem o salário mínimo nacional de R$ 1.621, a compra da cesta básica em Fortaleza consumiu 51,20% da renda líquida, já considerado o desconto de 7,5% referente à contribuição previdenciária.

Além do impacto no orçamento, o levantamento aponta que foram necessárias 104 horas e 11 minutos de trabalho para adquirir os alimentos básicos. No mês anterior, o tempo estimado era de 98 horas e 47 minutos. Já o custo mensal da alimentação para uma família de dois adultos e duas crianças foi estimado em R$ 2.303,01.

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