Criada em 1999 na cidade de Várzea Alegre, no sul do Ceará, a instituição beneficente Casa Mãe acolhe mais de 400 crianças e adolescentes e oferece ações como aulas de canto coral, teatro, balé e danças folclóricas, até a atividades pedagógicas.

O equipamento foi fundado por Renata Alencar Rafael, chamada de “super mãe” pelas crianças. Mãe de três filhos biológicos, ela adotou outras duas crianças que viviam em vulnerabilidade social. Com a chegada de Cibele Alves Ferreira e depois de Sabrina de Lima Soares, Renata decidiu acolher outras crianças.

Há 20 anos o espaço atende crianças cujo as mães trabalham em horário integral e até jovens vítimas de maus-tratos, exploração sexual ou subnutridas. Se a instituição carece de recursos desde a sua criação, sobra “amor e carinho, sentimentos necessários e fundamentais para transformar o mundo”, conforme descreve Renata. Renata Alencar lembra que no início surgiam muitos casos de crianças desnutridas e este, então, passou a ser o grande foco do projeto.

Além das crianças de creche, Renata Alencar tem três filhos biológicos e adotou outros dois — Foto: Wandenberg Belém/G1

Além das crianças de creche, Renata Alencar tem três filhos biológicos e adotou outros dois — Foto: Wandenberg Belém/G1

“Logo no início, nós voltamos nossa atenção para essas crianças. Era preciso hidratação e alimentação, cuidados especiais. Hoje, graças a Deus, avançamos muito nesta questão”, disse. Em outras esferas, igualmente graves, o cenário permanece adverso, como são os casos de crianças que sofrem agressões maus-tratos e exploração sexual. “Infelizmente a desagregação do lar e problemas de alcoolismo refletem em espancamento de crianças”, observa Renata Alencar.

Essas crianças, unidas às demais em que as mães não possuem recurso financeiro para inseri-las em creches, são atendidas com uma série de atividades. Atualmente, a Casa Mãe assiste mais de 400 crianças e jovens, em atividades como canto coral, teatro, música, balé, danças folclóricas e orquestra de violão. Deste total, 45 crianças têm atendimento diário. “Elas chegam ao equipamento de manhã, por volta das 7h e permanecem até o fim do dia. São cinco refeições diárias para todas elas, além de outras atividades lúdicas e pedagógicas”, acrescenta Renata.

Doação e voluntários

Renata é conhecidas como 'super mãe' pelas crianças da creche — Foto: Wandenberg Belém/G1

Renata é conhecidas como ‘super mãe’ pelas crianças da creche — Foto: Wandenberg Belém/G1

Para manter o projeto em atividade, a instituição conta com doações de pessoas físicas e empresas. “É um trabalho difícil e imprevisível. Como dependemos exclusivamente de doações, não podemos prever se amanhã terei como alimentar todas essas crianças”, aponta Renata, ao destacar a importância de ações solidárias da comunidade e de empresas.

Para além do acolhimento a centenas de crianças, Renata deixa um legado na vida de todas elas. Desde cedo, a Super Mãe transmite ensinamentos como “amor ao próximo” e “solidariedade”. Ela também combate o preconceito que ainda cerca as crianças adotivas e atua para quebrar tabus.

Embora tenha tantos abraços ao seu redor, as crianças dispõem do mesmo status, conforme sublinha a super mãe. “São todos meus filhos. Não avalio essa questão de biológico ou adotivos. Eles têm meu amor integral, meu carinho e são educados de forma igual, sem distinção. É isso que o mundo precisa: carinho, atenção e amor ao próximo.”

Fonte: G1 CE

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