As investigações foram suspensas após a decisão da jovem
A jovem de 19 anos de Porto Alegre (RS) – que registrou um boletim de ocorrência onde relata que foi atacada por três homens por estar com um adesivo escrito “EleNão” e teve uma suástica desenhada na pele com um canivete – decidiu não seguir com a ação contra os agressores, segundo informou a advogada da vítima nesta quinta-feira (11).
A defensora Gabriela Souza explicou que a jovem manteve a narrativa da agressão e optou por não seguir com a representação criminalmente. O mais importante neste momento é tratar da saúde da garota, que está assustada, afirmou a defensora.
O UOL destaca que a agressão foi cometida na última segunda-feira (8) e os agressores não foram identificados pela polícia. As investigações foram suspensas após a decisão da jovem.
O caso é tratado como lesão corporal leve e, de acordo com a lei, a vítima tem o prazo de seis meses para seguir ou não com a ação.
“Nós temos seis meses para decidir se vamos seguir com a representação. Vamos cuidar da saúde mental dela, se reestruturar e pensar no que vai fazer. O principal é respeitar a decisão dela, que está em choque”, disse Souza. “Nesse momento, ela só precisa se cuidar”, completou.
O delegado responsável pelo caso, Paulo Jardim, confirmou que o caso está momentaneamente suspenso. “Ela decidiu não representar, veio acompanhada dos três advogados e não tem interesse se seguir [com a ação], que vai ficar com a vida dela em paz, tranquila”, disse Jardim. “Estamos respeitando a vontade da vítima”, completou.
Fonte: Notícias ao Minuto

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