Trocando em miúdos, o TCU flagra o “uber aéreo”, mas não faz o que lhe cabe: responsabilizar quem errou e recuperar o que foi desperdiçado.
O Tribunal de Contas da União (TCU), que deveria ser a última trincheira de defesa do patrimônio público, escolheu mais uma vez “passar pano” para uso abusivo de jatos da Força Aérea Brasileira por autoridades dos Três Poderes. Foram mapeados 7.491 voos entre 2020 e 2024, ao custo de R$285 milhões. Em vez de mandar esses folgados ressarcirem o gasto, o TCU transferiu para o futuro a tarefa de coibir abusos, pedindo ao governo Lula (PT) um “plano” de “novas regras”. Como se o problema fosse apenas regulatório e não de quem dilapidou os cofres públicos.
Dever esquecido
Trocando em miúdos, o TCU flagra o “uber aéreo”, mas não faz o que lhe cabe: responsabilizar quem errou e recuperar o que foi desperdiçado.
Sem satisfações
A taxa média de ocupação dos voos foi de apenas 55% nesse período e 70% sem identificação adequada de passageiros, como manda a lei.
Jatinho ‘particular’
Tratando FAB como extensão de seu conforto privado, autoridades fizeram 111 voos solitários. Ou não queriam a companhia identificada.
TCU, um desperdício
O TCU estima que aos menos R$36 milhões poderiam ter sido poupados somente em sete meses de 2024. Mas não manda ressarcir os valores.
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