O desempenho reforça a segurança hídrica em várias bacias e amplia a expectativa de manutenção de níveis elevados no mês de maio, que encerra o principal período chuvoso.
As boas chuvas registradas principalmente no mês de abril no Ceará, foram determinantes para a recarga dos reservatórios cearenses. Atualmente, há 33 reservatórios sangrando em todo o estado e, 13 apresentam acúmulo de mais de 90% de suas capacidades de armazenamento. Os dados, são da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), que faz o monitoramento diário da situação hídrica do Estado do Ceará.
De acordo com a Cogerh, este percentual de acúmulo de águas, reforça a segurança hídrica em várias bacias e amplia a expectativa de manutenção de níveis elevados no mês de maio, que encerra o principal período chuvoso.
Atualmente, o maior açude sangrando no Estado é o Orós, localizado na bacia do rio Jaguaribe, no município de mesmo nome. Com capacidade para 1.940 hm³ de água, ele só perde para o Castanhão em capacidade de armazenamento de água. Em seguida, aparecem o Itaúna (72,4hm³) e o Gangorra (54,4hm³).
A seguir a lista dos reservatórios que estão sangrando e a lâmina d’água formada após atingirem 100%.
- Acaraú-Mirim (Massapê): 0,48 m
- Arrebita (Forquilha): 0,32 m
- Forquilha (Forquilha): 0,20 m
- Jatobá II (Ipueiras): 0,04 m
- Jenipapo (Meruoca): 0,36 m
- Sobral (Sobral): 0,12 m
- São Vicente (Santana do Acaraú): 0,14 m
- Caldeirões (Saboeiro): 0,10 m
- Mamoeiro (Antonina do Norte): 0,01 m
- Muquém (Cariús): 0,21 m
- Orós (Orós): 0,39 m
- Pau Preto (Potengi): 0,08 m
- Valério (Altaneira): 0,11 m
- Angicos (Coreaú): 0,14 m
- Diamantino II (Marco): 0,11 m
- Gangorra (Granja): 0,59 m
- Itaúna (Granja): 0,52 m
- Tucunduba (Senador Sá): 0,68 m
- Várzea da Volta (Moraújo): 0,25 m
- Gameleira (Itapipoca): 0,06 m
- Quandú (Itapipoca): 0,09 m
- São Pedro Timbaúba (Miraíma): 0,24 m
- Accioly(Guaiúba): 0,04 m
- Cauipe (Caucaia): 0,12 m
- Germinal (Pacoti): 0,07 m
- Cachoeira (Aurora): 0,05 m
- Olho d’Água (Várzea Alegre): 0,33 m
- Rosário (Lavras da Mangabeira): 0,08 m
- Tatajuba (Icó): 0,05 m
- Ubaldinho (Cedro): 0,01 m
- Do Batalhão (Crateús): 0,23 m
- Sucesso (Tamboril): 0,10 m
- São José III (Ipaporanga): 0,10 m
A maior concentração de açudes sangrando está nas bacias do Acaraú e do Coreaú, no Norte do Estado, onde as chuvas foram mais regulares e volumosas. Também há destaque para o Alto Jaguaribe, que inclui reservatórios de grande porte como o Orós, além de registros importantes no Litoral e na Região Metropolitana de Fortaleza.
Já áreas como os Sertões de Crateús e o Centro-Sul apresentam volumes mais modestos, mas ainda assim com sangrias pontuais.
Apesar do bom resultado, o quantitativo ainda fica abaixo do registrado no mesmo período do ano passado: o dia 30 de abril de 2025 tinha 49 açudes sangrando e 14 acima de 90%, conforme o Portal Hidrológico do Ceará.
Açudes acima de 90%
Além dos que já atingiram a sangria, 13 reservatórios estão com volume elevado:
- Arneiroz II (Arneiroz): 98,10%
- Trici (Tauá): 99,49%
- Diamante (Coreaú): 93,37%
- Trapiá III (Coreaú): 90,84%
- Frios (Umirim): 99,14%
- Missi (Miraíma): 93,01%
- Mundaú (Uruburetama): 95,48%
- Patos (Sobral): 98,49%
- Poço Verde (Itapipoca): 99,70%
- Santo Antônio de Aracatiaçu (Sobral): 91,76%
- Aracoiaba (Aracoiaba): 96,04%
- Itapebussu (Maranguape): 90,43%
- Colina (Quiterianópolis): 99,44%
Esses açudes estão distribuídos principalmente entre as bacias do Alto Jaguaribe, Litoral e Metropolitana, além de pontos no Coreaú e nos Sertões de Crateús.
A presença de vários reservatórios próximos da sangria indica que, caso as chuvas persistam, há potencial para aumento no número de açudes vertendo nas próximas semanas.
Expectativas para maio
Apesar do bom cenário, a quadra chuvosa ainda não terminou. Maio, último mês do período no Ceará, pode trazer novos episódios de chuva e consolidar ainda mais a recuperação hídrica observada em 2026.
Segundo o boletim agroclimatológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o cenário para os meses de maio e junho na maior parte do Ceará deve ser de chuvas dentro da média climatológica.
Áreas do Litoral Norte e Serra da Ibiapaba devem ser mais favorecidas com precipitações, enquanto uma região do Litoral Leste e Vale do Jaguaribe, mais próxima à divisa com o Rio Grande do Norte, pode ter cenário mais desfavorável.
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