Presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB). Foto Redes Sociais.

Medida eleitoreira ignorou advertências e estudos de especialistas

A Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno, nesta quarta-feira (27), por 472 a 22 votos em primeiro turno e 461 a 19 em segundo turno a proposta de emenda à Constituição (PEC) que é um salto no escuro porque não ter sido precedida de qualquer exame mais cuidadoso: reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e o fim da escala 6×1.

Os deputados também rejeitaram destaque do PL, que pretendia alterar o período de transição para a escala 5×2, mantendo o texto do relator como apresentado no início desta semana. O texto também fixa uma transição de até 14 meses para a redução de horas, com queda de duas horas após dois meses da promulgação da PEC.

A ânsia pela aprovação da medida claramente demagógica e eleitoreira tramitou praticamente em tempo recorde, em razão das manobras do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que marcou sessões extras na Casa para vencer o prazo para apresentação de emendas na comissão.

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