
A questão é que a conta bancária do Icasa está bloqueada com penhoras trabalhistas, e o presidente do clube explicou que a Justiça agora vai ressarcir quem moveu e ganhou ações contra a agremiação nos últimos 13 anos.
O Icasa, time atualmente da Série B do futebol do Ceará, manda avisar: ainda não recebeu um centavo dos R$ 80,9 milhões pagos pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em uma ação judicial que durou 13 anos. E deve, ao final das contas, ficar com pouco mais de 20% do total.
O processo teve origem em 2014, quando o Icasa só não conseguiu o acesso à elite do Campeonato Brasileiro por ter ficado um ponto atrás do Figueirense na Série B da temporada anterior. Os catarinenses, contudo, escalaram um jogador irregularmente em uma partida.
O Icasa, então, entrou com processo na Justiça Desportiva para que o Figueirense perdesse os pontos do jogo em questão, o que significaria o acesso à Série A. A CBF só reconheceu o erro posteriormente, o que deu início ao longo processo que teve seu desfecho no fim de 2025.
Com a derrota na Justiça, a confederação pagou o que devia em 23 de novembro do último ano. Depositou numa conta judicial do Icasa, que é controlada por uma juíza da 3ª Vara do Rio de Janeiro.
Em dezembro, a juíza pagou aos advogados do clube cearense a parte que lhes cabia. No contrato que o clube fez 13 anos atrás com representantes do Rio de Janeiro, os dirigentes concordaram em destinar a eles 30% do valor da ação.
A questão é que a conta bancária do Icasa está bloqueada com penhoras trabalhistas, e o presidente do clube explicou em entrevista à ESPN, que a Justiça agora vai ressarcir quem moveu e ganhou ações contra a agremiação nos últimos 13 anos. Além disso, existem outras dívidas também pendentes.
“O Icasa tem um débito de cerca de R$ 500 mil para o ex-presidente Francisco França. Esta quantia foi para ajudar as finanças do Icasa quando ele dirigiu o clube entre 2021 e 2022”, exemplificou à reportagem Celso Pontes.
“Mas até o momento, ela (juíza) não iniciou esses pagamentos. Depois de fazer isso, ela deverá remeter o que sobrou para o clube. A gente tem uma ideia de quanto é, mas não podemos passar”, completou o dirigente.
Segundo apurou a ESPN, são cerca de 100 ações trabalhistas que devem chegar no total a R$ 40 milhões. Somando-se aos R$ 25 milhões de despesas advocatícias, o Icasa deve ficar com algo em torno de apenas R$ 16 milhões.
Mesmo assim, Pontes acha que valeu a pena ter encarado a longa batalha judicial. “Perdemos o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro em 2013. Hoje, não disputamos uma competição nacional. Mas estamos na Série B do Cearense e estamos bem no torneio”, avaliou o presidente.
Após cinco jogos na segunda divisão do Estadual do Ceará, o Icasa é vice-líder, com 10 pontos, com três vitórias, um empate e uma derrota. Têm um jogo a menos que o atual primeiro colocado, o Crato, que tem uma partida a mais.
Independentemente do valor final e do que o futuro reserva dentro de campo, Celso Pontes já sabe o que o Icasa fará com o dinheiro que sobrar da Justiça, quando ele enfim chegar aos cofres cearenses. “Vamos fazer reformas no centro de treinamento.”
Antes de ir, que tal se atualizar com as notícias mais importantes do dia? Acesse GAZETA DA JUREMA e acompanhe o que está acontecendo no Brasil e no mundo com apenas um clique:http://gazetadajurema.com.br/ e nos siga no Instagram https://www.instagram.com/gazetadajurema/
O site GAZETA DA JUREMA, é um veículo de comunicação independente. Nos ajude a continuarmos produzindo conteúdos para lhe manter sempre bem informado contribuindo com qualquer valor pelo pix 85 9 8216 1006 Nosso WhatsApp (55) 85 9 8784-6046













