Ela está entre as serpentes mais venenosas do planeta, vive em alto-mar e evita contato humano
A Hydrophis platurus, conhecida popularmente como cobra-do-mar-pelágio, é considerada uma das serpentes mais venenosas do mundo. Seu veneno possui toxinas capazes de matar até 100 adultos com uma única dose.
Apesar da potência letal, a espécie raramente representa ameaça direta aos humanos, já que vive exclusivamente em alto-mar e evita contato próximo com pessoas.
Com dorso escuro e ventre amarelo intenso, a serpente é encontrada principalmente em águas tropicais e subtropicais dos oceanos Índico e Pacífico.
Adaptada totalmente à vida marinha, ela possui uma cauda achatada em formato de remo, característica que facilita a locomoção no oceano
Diferentemente das cobras terrestres, a cobra-do-mar-pelágio praticamente nunca vai para terra firme. A espécie se alimenta de peixes e pequenos organismos marinhos e passa toda a vida no oceano.
Seu veneno possui ação neurotóxica e miotóxica, podendo provocar paralisia muscular e danos severos ao organismo.
Outra serpente marinha bastante conhecida é o Laticauda, do gênero Laticauda.
Embora também seja venenosa, a espécie mantém características de cobras terrestres e precisa retornar à terra para colocar ovos. A principal adaptação aquática está na cauda em formato de remo, utilizada para natação.
Nos rios e áreas alagadas da América do Sul, as serpentes aquáticas costumam utilizar mais a força física do que veneno para capturar presas.
É o caso da Sucuri-verde, uma cobra sem veneno que mata por constrição, apertando o corpo das vítimas até impedir a respiração.
A sucuri-verde pode ultrapassar seis metros de comprimento e vive em ambientes de água doce, como rios, igarapés e pântanos. Apesar do tamanho impressionante, ataques contra humanos são considerados raros.
Outra espécie frequente no Brasil é a Helicops, encontrada em rios e lagos.
Menor, ela costuma atingir até um metro de comprimento e apresenta total adaptação à água doce.
Especialistas alertam que um dos maiores riscos envolvendo serpentes é a identificação incorreta das espécies. A Erythrolamprus miliaris, por exemplo, não possui veneno perigoso para humanos, mas imita características físicas e comportamentais de serpentes peçonhentas para afastar predadores.
A espécie consegue achatar a cabeça, criando um formato triangular semelhante ao das jararacas verdadeiras. A coloração amarelada ou esverdeada também contribui para a confusão.
Pesquisadores ressaltam que o formato da cabeça não é um critério confiável para identificar se uma cobra é venenosa ou não. Em situações de encontro com serpentes, a recomendação é manter distância e evitar qualquer tentativa de captura ou aproximação.
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