
Ex-deputada federal esteve presa por dez meses em Roma e foi liberada após Justiça italiana negar extradição
Carla Zambelli (PL) deixou a prisão nesta sexta-feira (22) após a Justiça italiana negar a extradição da ex-deputada federal para o Brasil. Ela, que estava presa em Roma desde julho do ano passado, disse que nunca desistiu de sair da prisão.
Em um post em uma rede social, Zambelli compartilhou um vídeo após ser liberada, onde agradeceu o marido por ficar na Itália no período em que esteve presa.
Hoje é dia 22 do 5 de 26, dia de Santa Rita. O nome da minha mãe, o nome da pessoa que era minha companheira de cela. E vou dizer pra vocês, já tô aqui fora. Aqui na Itália eles fizeram o impossível, que é lutar contra um sistema dificílimo. Nós nunca desistimos. Meu marido, que esteve aqui comigo e foi um suporte excepcional pra mim, super importante.
Carla disse que foi aplaudida no momento em que deixava a penitenciária. “Esta vitória é dedicada a Deus”, afirmou.
A audiência ocorreu nesta sexta-feira (22) na Corte de Cassação de Roma. Nas instâncias inferiores, a extradição foi aceita, mas não foi executada porque ainda cabia recurso. Zambelli está presa em Roma desde julho do ano passado.
No entanto, mesmo com a rejeição, o governo italiano pode decidir por extraditar a ex-parlamentar. A palavra final é do ministro da Justiça da Itália. Eles terão 45 dias para tomar uma decisão. Se a decisão for favorável, o governo brasileiro tem 20 dias para organizar a volta de Zambelli ao país.
Fuga para Itália
Em julho do ano passado, Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político na Itália após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.
De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.
Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da ex-deputada para o Brasil.
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